A foto historica nos revela o famoso encontro entre Tancredo Neves, Dona Nadina e Alda Ayupe esposa e filha do médico e politico Dr. Nagib. Vê-se também Célio Ferraz, Elmo Braz e Periclizinho. O local do encontro foi em frente a residencia do grande médico. O encontro é narrado no artigo abaixo. Foto arquivo de Eduardo AyupeSÃO JOÃO NEPOMUCENO - JAN NEPOMUCKY
Por José Carlos Barroso
Desde que começamos a estudar profundamente a historia de nosso Município muito nos intrigou as controvérsias de datas, até que levado pelas explicações e estudos do historiador e professor Cláudio Heleno Machado, resolvemos suscitar questões, sabedores de que qualquer atitude poderia estar revolucionando uma historia contada há tempos nos bancos escolares.
Infelizmente assim não entenderam, e todo o nosso esforço, foi interrompido, até que somente agora no ano de 2010, que a Fundação Cultural, acatando os nossos estudos e, ainda do historiador André Cabral, aquela proposição revolucionaria da história foi levada até nossa Câmara de Vereadores, quando então vimos coroada nossa proposição, isto em 29 de abril de 2010.
Não passam elas de simples afirmações evasivas e desconexas, são todas oriundas de profunda pesquisa e estudo além de serem embasadas no relato e conhecimento de grandes nomes e de importantes historiadores, como o Cônego Raimundo Trindade, Celso Falabella de Figueiredo Castro, Dr. José de Castro Azevedo, Dr. Paulo Roberto Medina, Padre Dr. José Vicente César, Professor Cláudio Heleno Machado, Professor Antonio Henrique Duarte Lacerda do Arquivo Público de Juiz de Fora, e agora André Cabral, dentre outros, todos amparados por rica bibliografia oriunda de arquivos, jornais e livros.
O importante é que não esmorecemos e, sempre esperamos, que nossas autoridades permanecessem solidárias à nossa proposta e pudessem endossá-las unindo esforços na tentativa de reconstrução e recuperação da história de nossa São João Nepomuceno
Para que nossos jovens, e crianças em particular pudessem ter em mãos um compêndio contendo um pouco de nossa história, para suas pesquisas, e conhecimento, e que nossos professores deste trabalho se utilizassem para seus estudos e informações profissionais, apresentamos no ano de 2003 no Jornal O SUL DA MATA, a primeira edição dessa historia tão rica.
E foi com este mesmo pensamento que abraçamos a ideia e que só agora entregamos a todos por este blog São João Nepomuceno (JAM NEPOMUCKY como o fruto de uma união de pensamentos e esforços.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
DR. NAGIB CAMILO AYUPE
A foto historica nos revela o famoso encontro entre Tancredo Neves, Dona Nadina e Alda Ayupe esposa e filha do médico e politico Dr. Nagib. Vê-se também Célio Ferraz, Elmo Braz e Periclizinho. O local do encontro foi em frente a residencia do grande médico. O encontro é narrado no artigo abaixo. Foto arquivo de Eduardo Ayupesábado, 6 de agosto de 2011
HISTÓRIA DE NOSSAS RUAS > RUA DOS ESTUDANTES
Moços cheios do mais sadio entusiasmo alegravam as ruas de nossa São João com a sua alacridade, com as suas troças, a sua “verve”, a graça e o espírito.
Habituara-se nossa gente a ouvi-los e a os aplaudir, incentivando-os em todas as manifestações do intelectualismo moço.
Um dos mais interessantes papéis executados por eles, sem dúvida, foi o de estreitar os laços de amizade entre as classes estudantinas locais e das cidades circunvizinhas. Um verdadeiro intercâmbio estabeleceram, divulgando lá fora o nome da cidade de São João Nepomuceno, vale dizer, de nosso município. Aqui foram por eles trazidas luzidas embaixadas de Viçosa, Juiz de Fora, Bicas, Rio Novo, Guarani, Ubá, Rio Branco e outras mais como também, em retribuição às mesmas cidades, levaram a “voz febril da mocidade” são-joanense.
Dito intercâmbio teve início em 1938 quando, para a passagem do “Dia do Estudante”, o 11 de Agosto, se programou a visita dos estudantes do Ginásio de Viçosa. Pelo vulto do acontecimento, jamais presenciado nesta terra – a cidade se “revolucionou”. Era o assunto obrigatório de todas as “rodas”, desde as mais sisudas delas à mais humilde. Noutra cousa não me falava naqueles dias. Emprestávamos, à época, o nosso concurso à Escola Normal D. Prudenciana e devido ao fato de sermos moços, também, entregamo-nos de corpo e alma à festividade. E na noite de 10 de agosto, à frente de um pugilo de jovens, dirigimo-nos à residência do Prefeito de então – o Farmacêutico Agenor Henriques Soares, que já se havia contagiado com o entusiasmo da classe estudantina, e em rápida oração, solicitamos-lhe que desse o nome de Estudantes a uma de nossas ruas e fosse além – decretasse feriado municipal o Dia 11 de Agosto. Reuniu se o Chefe do Executivo Municipal, por alguns instantes, no interior de seu lar, com os seus assessores, para, minutos após, vir trazer a notícia de que mandara lavrar os dois atos, atendendo, assim, ao apelo da classe moça.
E no dia seguinte, 11 de agosto de 1938, numa tocante solenidade, inaugurava-se uma tosca placa de madeira na “via pública que liga a rua Capitão Ferreira Campos à frente do Ginásio São João Nepomuceno”, com os dizeres Rua dos Estudantes*. A voz sempre reclamada daquele que era considerado “o maior amigo dos Estudantes são-joanenses”, o sempre saudoso professor doutor Francisco Zágari, se fez ouvir. Falava ele em nome do Prefeito Agenor Henriques Soares para testemunhar aos moços são-joanenses o apreço que lhes tinha o poder público municipal e o reconhecimento pelo trabalho que vinham realizando em prol do nome do município. Agradecendo pela mocidade são-joanense, falou o professor José de Castro Azevedo sobre o significado do ato que se realizava, da sua justeza e do reconhecimento de nossa juventude, que trabalhava para a divulgação do nome deste município, ajudando para que ele transpusesse fronteiras e ecoasse lá fora.
*Atualmente a “Rua dos Estudantes” chama-se “Rua Professor Gabriel Archanjo de Mendonça”.
"Há na força do passado a alegria e o consolo das ressurreições."
(Texto de autoria do Dr. José de Castro Azevedo, lido em 1964, nos microfones da ZYV-39).
sexta-feira, 25 de março de 2011
HISTÓRIA DE MINHA RUA > RUA PRESIDENTE GETÚLIO VARGAS

Os tempos passaram. Veio a época do Estado Novo. O golpe de 10 de Novembro de 1937, que derrubou a Constituição de 34, levou-nos ao Estado Totalitário. E isto, mesmo a contragosto de muitos, transformou a fisionomia da política nacional. Realmente, uma figura enchia o país de norte a sul: Getúlio Dornelles Vargas, o Chefe de Estado. E, quando em todos os recantos da Pátria se comemorava o primeiro aniversário da Constituição outorgada ao povo e o primeiro ano de vivência no novo regime, São João Nepomuceno aderiu às manifestações de apoio ao Presidente. E foi assim que, em 10 de novembro de 1938, em solenidade pública, o prefeito Agenor Henriques Soares assinava o decreto nº 23, que denominava Rua Presidente Getúlio Vargas àquela que tem início na Rua Coronel José Dutra e termina na Rua Governador Valadares. Minutos após a assinatura do ato eram solenemente, também, colocadas as novas placas naquele logradouro.
Com isso mutilava-se uma das mais antigas ruas de nossa Cidade: a Rua Comendador Francisco Ferreira, que se privava de mais de dois terços de seu cumprimento, reduzindo-se a uma pequena e inexpressiva rua.
No entanto, com a nova denominação homenageava-se aquele que, no dizer de sua própria filha, “foi um homem excepcional que, tendo vivido todas as angústias da adolescência de um povo, se conservou sempre jovem e morreu em plena juventude espiritual, deixando um exemplo insuperável dentro da História do Brasil.”
É bem cedo ainda para se julgar a figura de Vargas, que foi inquestionavelmente o homem mais discutido e menos entendido da História Pátria. Endeusado por uns, menosprezado por outros, bem difícil se torna ainda nos dias de hoje se opinar serenamente sobre o homem público. Somente a posteridade poderá disseca-lo e analisa-lo friamente, sem as paixões ou distorções que ainda agora conturbam a vida nacional.
Em verdade, virtudes ele teve. Grandes méritos, obras imperecíveis que são marcos indeléveis, que não desaparecerão jamais e que assinalam a sua longa passagem pela curul presidencial. Seus deméritos são apontados, no entanto, a todo passo, como causa primeira de todos os grandes males que afligem e convulsionam a pátria brasileira, ainda nos dias presentes, mais de dez anos depois de sua morte.
Tem-se dito que a vida de Getúlio Vargas foi feita de quedas e de ascensões. Para muitos sua vJá disséramos em outra oportunidade, que, entre as ruas que, nos fins do século passado (XIX), em nossa cidade, já tinham o seu nome, se destaca a Rua Comendador Francisco Ferreira. Nela – um prédio se destacava pelos serviços prestados à nossa infância: o Grupo Escolar Coronel José Brás, construído no primeiro decênio deste século (XX). Entretanto, em 1930, era inaugurado o novo prédio do Grupo, na hoje Praça Coronel José Braz. A Rua Comendador Francisco Ferreira passou, então, a ser chamada, popularmente, de Rua do Grupo Velho. Ninguém quase a chamava pelo seu legítimo nome. Todos a conheciam só por seu apelido.
Os tempos passaram. Veio a época do Estado Novo. O golpe de 10 de Novembro de 1937, que derrubou a Constituição de 34, levou-nos ao Estado Totalitário. E isto, mesmo a contragosto de muitos, transformou a fisionomia da política nacional. Realmente, uma figura enchia o país de norte a sul: Getúlio Dornelles Vargas, o Chefe de Estado. E, quando em todos os recantos da Pátria se comemorava o primeiro aniversário da Constituição outorgada ao povo e o primeiro ano de vivência no novo regime, São João Nepomuceno aderiu às manifestações de apoio ao Presidente. E foi assim que, em 10 de novembro de 1938, em solenidade pública, o prefeito Agenor Henriques Soares assinava o decreto nº 23, que denominava Rua Presidente Getúlio Vargas àquela que tem início na Rua Coronel José Dutra e termina na Rua Governador Valadares. Minutos após a assinatura do ato eram solenemente, também, colocadas as novas placas naquele logradouro.
Com isso mutilava-se uma das mais antigas ruas de nossa Cidade: a Rua Comendador Francisco Ferreira, que se privava de mais de dois terços de seu cumprimento, reduzindo-se a uma pequena e inexpressiva rua.
No entanto, com a nova denominação homenageava-se aquele que, no dizer de sua própria filha, “foi um homem excepcional que, tendo vivido todas as angústias da adolescência de um povo, se conservou sempre jovem e morreu em plena juventude espiritual, deixando um exemplo insuperável dentro da História do Brasil.”
É bem cedo ainda para se julgar a figura de Vargas, que foi inquestionavelmente o homem mais discutido e menos entendido da História Pátria. Endeusado por uns, menosprezado por outros, bem difícil se torna ainda nos dias de hoje se opinar serenamente sobre o homem público. Somente a posteridade poderá disseca-lo e analisa-lo friamente, sem as paixões ou distorções que ainda agora conturbam a vida nacional.
Em verdade, virtudes ele teve. Grandes méritos, obras imperecíveis que são marcos indeléveis, que não desaparecerão jamais e que assinalam a sua longa passagem pela curul presidencial. Seus deméritos são apontados, no entanto, a todo passo, como causa primeira de todos os grandes males que afligem e convulsionam a pátria brasileira, ainda nos dias presentes, mais de dez anos depois de sua morte.
Tem-se dito que a vida de Getúlio Vargas foi feita de quedas e de ascensões. Para muitos sua vida foi um mistério. Para nós, o mistério é sua morte.
“Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História” são suas últimas palavras na conhecida “Carta Testamento” que teria sido redigida num momento de conturbação de espírito e à qual se segue o gesto trágico do suicídio. Muitos anos deverão passar ainda para que se esclareça toda a verdade, quando deverá vir à luz a realidade dos fatos. Suicídio? Homicídio? Paira no ar, para se usar o lugar comum, a dolorosa interrogação.
"Há na força do passado a alegria e o consolo das ressurreições."
(Texto de autoria do Dr. José de Castro Azevedo, lido em 1964, nos microfones da ZYV-39).
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
HISTÓRIA DE MINHA RUA: RUA VISCONDE DO RIO BRANCO

Em verdade, naquela época, media ela mais ou menos duzentos e cinquenta metros de comprimento, mas, em 1938, o poder público houve por bem mutilá-la e lhe tirou cerca de dois terços de sua extensão, dando ao trecho seccionado o nome de Rua Governador Valadares.
Desejavam os nossos antigos administradores homenagear um dos maiores homens do Império – José Maria da Silva Paranhos, que, no princípio de sua vida política, era conhecido como o Conselheiro Paranhos, que, pelos serviços prestados à Coroa, recebeu o título de Visconde do Rio Branco, nome com que realmente passou à história.
O Visconde do Rio Branco, tão grande como seu filho e homônimo – Barão de Rio Branco, foi um dos mais notáveis estadistas do Império, e uma vez mais soubera honrar o nome de seu torrão natal, a Bahia, pela sua inteligência, cultura e patriotismo.
Rua Visconde do Rio Branco - também conhecida como morro do ginásio
Desempenhou as mais destacadas funções no governo imperial, iniciando-as como secretário da missão diplomática, chefiada pelo Marquês de Paraná, em 1851, no Rio da Prata, dali passando a Ministro-residente, no ano seguinte. Foi por várias vezes nomeado plenipotenciário e enviado extraordinário na República Argentina, Uruguai e Paraguai, tendo oportunidade, em 1865, de concluir o acordo com aqueles países e o de organizar o governo provisório no Paraguai, assinando, por fim, o tratado preliminar de paz com aquelas nações.
Esteve ele no Rio da Prata, quando foi surpreendido com a ordem que dava por finda sua missão no exterior, voltando, então ao Brasil e pronunciando célebre discurso em 5 de junho de 1865, que durou oito horas.
Desempenhou o Visconde do Rio Branco as funções de Ministro da Marinha, Ministro dos Estrangeiros, Ministro da Guerra. Foi presidente da Província do Rio de Janeiro, deputado por ela e pelo chamado “Município Neutro” (na República, Distrito Federal), bem como por Sergipe e ainda, Senador.
Teve o Visconde do Rio Branco atuação destacadíssima no Segundo Império, tanto assim que fez parte do décimo-sexto Gabinete Ministerial e do vigésimo-quinto Gabinete, na qualidade de seu Presidente. Foi ele quem promulgou a lei que concedia liberdade aos filhos dos escravos, que nascessem a partir de então; lei essa mais conhecida como a do “Ventre Livre”.
Convém que se ressalte que o Visconde do Rio Branco pertencia ao Partido Conservador e que conseguiu presidir o mais longo Ministério de toda a Monarquia, pois formado em 1871, prolongou-se até 1876.
Merece ser destacado, na personalidade, na personalidade do Visconde de Rio Branco, o fato de ser ele abolicionista e esse seu ideal extravasou nossas fronteiras, indo refletir em outras nações. Estava ele em Assunção, no Paraguai, tendo organizado um governo provisório, quando da guerra contra aquele país, tendo que – um de seus principais atos foi declarar livres todos os escravos Paraguaios.
Parece-nos, salvo engano de nossa parte, que à época de tua permanência na Chefia do Gabinete, em São João Nepomuceno predominava o Partido Conservador, donde lhe devotar o nosso povo especial estima e grande admiração. Vem daí, possivelmente, a ligação de seu nome a uma de nossas principais artérias, à época, como testemunho do são-joanense ao grande estadista, que tão assinalados serviços prestara à Pátria.
** Atualmente o prédio abriga uma empresa do ramo de confecções.
"Há na força do passado a alegria e o consolo das ressurreições."
(Texto de autoria do Dr. José de Castro Azevedo, lido em 1964, nos microfones da ZYV-39)
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
RENÊ MENDONÇA - O DR. RENÊ DO BOTAFOGO . RJ

Foto retirada do Jornal dos Esportes ano de 1945 (O jornal cujas folhas eram vermelhas)
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
HISTORIA DE NOSSAS RUAS: AVENIDA ZECA HENRIQUES

Esta rua está localizada às margens do corrego que atravessa a cidade, mas quem foi Zeca Henriques?
Curiosidade: Foi Zeca Henriques que propôs a colocação do retrato de Dr. Carlos Alves na sala de reuniões da Câmara Municipal o que se fez com uma tela de inestimável valor artístico e de autoria de Adriano Huyberg e adquirida por seiscentos contos de reis. Hoje se encontra como acervo da Fundação Cultural.
No ano de 1902 foi eleito Presidente da Câmara e no ano de 1905 se candidata a reeleição. Conseguindo o seu intento foi eleito pelos demais vereadores Vice Presidente do Legislativo Municipal já que houvera sido o vereador mais votado.
Depois disso afasta-se da política tudo por causa de uma dissensão com o partido dominante ou seja o Partido Republicano Mineiro ao qual pertencia, retornando mais tarde como dissidente e chefiando a oposição, quando então foi responsável pela organização do Partido Político Municipal Dissidente, sendo então Vice Presidente da sua Diretoria.
domingo, 21 de novembro de 2010
O DR. JOSÉ DE CASTRO AZEVEDO
Natural de Palma, Minas Gerais, nascido em 05 de março de 1918. Filho do Desembargador Ananias Varella de Azevedo e de D. Maria José de Castro Azevedo. Fez seus estudos primários no Grupo Escolar "Cel. José Brás" e iniciou o secundário no Ginásio Municipal, ambos de São João Nepomuceno. Prossegui-os no Ginásio São José e os concluiu no Ginásio Mineiro "Raul Soares", de Ubá.
Fez o curso complementar na Faculdade de Medicina da Universidade de Minas Gerais. Diplomou-se, em 08 de dezembro de 1942, em Odontologia, pela Escola de Farmácia e Odontologia de Juiz de Fora, quando foi o orador oficial da turma. Representou dita Escola do V Congresso Nacional dos Estudantes (UNE), em 1942, quando advogou a necessidade da reforma do curso odontológico, o que, mais tarde, se tornou realidade. Exerceu a Odontologia por 10 (dez) anos.
Cursou o NPOR, do R.I., de Juiz de Fora, sendo declarado Aspirante a Oficial do Exército em 25 de agosto de 1944, estagiando no III/ 12 R.I., sendo promovido a 2 º Tenente R/ 2 em 19 de janeiro de 1948. Nessa qualidade, foi diretor do Tiro de Guerra 151, de São João Nepomuceno, do qual é sócio benemérito.
Em 24 de dezembro de 1946, consorciou-se com a doutora Alcéa Cardoso de Azevedo, também diplomada pela Escola de Farmácia e Odontologia de Juiz de Fora, havendo desse enlace os seguintes filhos:
D. Ana Maria Cardoso de Azevedo Vitoi, professora, casada com o sr. Emílio Luiz Sachetto Vitoi, com duas filhas: Maria Emília e Maria José e três netos: Mariana, Ana Carolina e Thiago
Dr. Luiz Otávio Cardoso de Azevedo, engenheiro, casado com a professora Maria Sirlei de Freitas Cardoso de Azevedo, com três filhos: Luiz Otávio, Maria Cristina e Maria Cláudia;
Dr. Luiz Carlos Cardoso de Azevedo, engenheiro, casado com a professora Maria do Socorro Coimbra Cardoso de Azevedo, com quatro filhos: Carla, Cinthia, Luiz Carlos e Cássia. Um neto: João Pedro;
Dr. Luiz Renato Cardoso de Azevedo, engenheiro, casado com a professora Miriam Henriques de Azevedo, com três filhas: Renata, Roberta e Raquel;
Dra. Ana Luiza Cardoso de Azevedo Sousa, cirurgiã-dentista, casada com o Dr. Valério de Oliveira Resende Sousa, com dois filhos: Ana Cristina e José Eduardo.
Em 1952, bacharelou-se pela então Escola de Direito de Juiz de Fora. Advogou, durante 6 (seis) anos, em São João Nepomuceno e Comarca vizinhas.
Após concurso, foi nomeado Juiz de Direito Secional da 4 ª Zona Judiciária do Estado de Minas Gerais, com exercício nas Comarcas de Caratinga, Muriaé, São João Nepomuceno, Mar de Espanha, Guaranhães e Mesquita.
Em 1960, foi nomeado Juiz de Direito de Guarará, onde permaneceu 13 anos. Às vésperas de sua promoção, para que não fosse extinta a Comarca de Guarará, permutou com o Juiz de Direito de Tombos, onde esteve por quatro dias em exercício. Em 26 de dezembro de 1973, foi promovido a Juiz de Direito de Santos Dumont, sendo removido, por permuta, em 13 de fevereiro de 1974, para São João Nepomuceno. Em março de 1979, foi promovido por merecimento para a 1 ª Vara de Família da Comarca de Juiz de Fora.
Foi professor da Escola Normal D. Prudenciana, do Ginásio e da Escola Técnica de Comércio de São João Nepomuceno, e ainda nesses Colégios o Diretor da Escola Remington, esta de datilografia, do Ginásio Dr. Augusto Glória (CNEC), todos desta cidade, Ginásio Nossa Senhora Aparecida, da Congregação das Filhas do Coração Imaculado de Maria, de Bicas, e do Ginásio Castro Alves (CNEC), de Guarará.
Foi professor registrado para o 1 º e 2º ciclos, no Ministério da Educação e Cultura (Diretorias do Ensino Secundário e Comercial) e na Secretaria do Estado da Educação de Minas Gerais (Departamento de Ensino Secundário e Superior).
Foi provedor da Associação de Caridade de São João Nepomuceno, mantenedora do Hospital São João, durante 8 anos, realizando ampla e radical reforma no serviço hospitalar e construindo o Pavilhão São Camilo de Lélis. Foi sócio benemérito da mesma instituição.
Exerceu o cargo de Chefe de Secretaria da Câmara Municipal de São João Nepomuceno e Consultor Jurídico da mesma.
Redator-chefe, durante nove anos e meio, do jornal "Voz de São João", da cidade de São João Nepomuceno.
Em 16 de maio de 1965, recebeu o título de Cidadão São-joanense, pelos serviços prestados ao município.
Em 27 de abril de 1974, recebeu o título de cidadão guararense, pelos serviços prestados ao município e à comarca, único, até então, concedido por aquela edilidade. Em 09 de dezembro de 1983, recebeu o título de cidadão juiz-forano pelos serviços prestados à comunidade.
Em 26 de dezembro de 1964, recebeu a medalha "Personalidade do Ano", promoção do cronista social RALPH.
Em 04 de setembro de 1981, recebeu o título de "Comendador da Ordem dos Bandeirantes" em homenagem e público reconhecimento de seus relevantes serviços prestados à sua Comunidade no campo das "Atividades Judiciárias". Em junho de 1964, ao lado de sua esposa, assumiu a Coordenação do Movimento Familiar Cristão, em São João Nepomuceno, Arquidiocese de Juiz de Fora, cargo em que permaneceram até 1967.
Integrou a equipe de Dirigentes de Cursilhos de Cristandade da Arquidiocese de Juiz de Fora. Fez parte do II Ciclo de Estudos da Associação de Diplomados da Escola Superior de Guerra. Possuía o diploma de "Sócio Benemérito da Polícia Militar de Minas Gerais". Foi sócio-fundador do Lions Clube de São João Nepomuceno, onde ocupou cargos de destaque no Gabinete do Governador, em três anos leonísticos, possuindo cerca de 40 medalhas.
Foi membro do Instituto Histórico e Geográfico de Juiz de Fora. Foi membro da Associação Brasileira de Magistrados. Foi membro da Academia Municipalista de Minas Gerais, como representante de São João Nepomuceno. Faleceu em 04 de março de 1985.
Trabalhos publicados:
São João Nepomuceno em 1942 – Revista em colaboração com o Dr. Geraldo Henriques Cruz.
Discurso de Paraninfo – Oração paraninfal pronunciada para os formandos da Escola Técnica de Contabilidade, em 1954.
Fazendo História... Excertos para o estudo da vida da Comarca de São João Nepomuceno – 1955 – Opúsculo.
Dia do Município – oração pronunciada perante a Câmara Municipal de São João Nepomuceno, quando lhe concedeu título honorífico.
Mensagem aos Moços – Discurso, na qualidade de paraninfo dos formandos de 1965, do Ginásio Dr. Augusto Glória.
Dr. Augusto Glória Ferreira Alves – oração pronunciada na inauguração do busto daquele homem público, em 16/05/1969.
Senhor, fazei de mim um instrumento de vossa paz, discurso pronunciado em 27 de abril de 1974, ao receber o título de cidadão guararense.
Boa Noite, Amor..., Discurso de despedida da comarca de São João Nepomuceno.
Por que? , discurso proferido em 09 de dezembro de 1983, perante a Câmara Municipal de Juiz de Fora, em agradecimento pelo título de cidadania recebido.Série de artigos publicados:
A História de Minha Rua... Setenta e um artigos, estudando a vida dos patronos e contando a história de cada rua são-joanense.
No Outeiro da Gratidão – Série de sessenta artigos, em comemoração ao cinqüentenário da Escola Normal D. Prudenciana. (Compilação do Doutor Inocente Soares Leão, com adaptação.)
NOTA:
José Carlos Barroso 31.08.1985
Recolho as palavras.
Aqui estou diante do Senhor.
Aqui estou em mais um encontro.
Recolho os pensamentos numa incontida vontade de reascender muitos.
Recolho os amigos, na premeditação de um momento de gratidão.
Descortino a vida, rasgando o passado.
Rasgo o caminho, vou em frente e num ímpeto de destruição, deparo com um amigo.
São pensamentos fortes; fazem brotar uma vida.
Ali, bem diante de mim, uma figura austera, simples, inteligente, de valor impar.
Num abraço incontido sinto-o imóvel, ausente.
Passo agora ao incontrolável da minha tristeza. Fico em meio as minhas interrogações.
Por que está ausente o amigo juiz?
Por que se foi o José?
O silêncio chega rápido, como quisesse ele acompanhar a incompreensão.
A vida atravessa o universo, como um vento sem regresso.
Há, portanto uma explicação para os acontecimentos já completados e incompreendidos.
Deus está aqui.
É o Pai, que chama pelo filho.
Meus olhos desmaiam.
É como a luz do sol, que ao desaparecer deixa, como prenúncio de bela noite, a paisagem mais linda.
Eu agradeço.
Obrigado meu Deus e Senhor, por ter podido conhecer Suas belezas, Suas criações.
Obrigado por ter conhecido o Seu filho JOSÉ.
JOSÉ, Senhor, é aquele que admiramos um dia por tudo, mas muito mais por vê-lo amar seus filhos, como o meu pai querido.
Ficam nossas orações, repetidamente.
Pai nosso, que no Céu está.
Abraça o filho JOSÉ da alegria.
Um juiz da oração.
CAPELINHA DE SANTO ANTONIO 1925
CAPELINHA DE SANTO ANTONIO
NOSSAS MONTANHAS
UAI! SÃO AS MONTANHAS DE MINAS
TURMA DA 8ª SÉRIE DA E.M.CORONEL JOSÉ BRAZ
SEM PALAVRAS!
A FABRICA DE TECIDOS
FUNDADA EM 1895
ESCOLA CENTENÁRIA
ESCOLA MUNICIPAL CORONEL JOSÉ BRAZ
FANFARRA DO INSTITUTO BARROSO
EM SEU INICIO
VISTA PARCIAL
vista da matriz -São João a noite
A PREFEITURA HOJE
O SOBRADO DE DONA PRUDENCIANA
O que restou da historia? UMA FOTO!!!