SÃO JOÃO NEPOMUCENO - JAN NEPOMUCKY

134 ANOS OU 173 ANOS?



Por José Carlos Barroso

Desde que começamos a estudar profundamente a historia de nosso Município muito nos intrigou as controvérsias de datas, até que levado pelas explicações e estudos do historiador e professor Cláudio Heleno Machado, resolvemos suscitar questões, sabedores de que qualquer atitude poderia estar revolucionando uma historia contada há tempos nos bancos escolares.

Foi como Superintendente da Fundação Cultural São João Nepomuceno, e no ano de 2003, que escrevendo a história do Município, seus grandes vultos, e suas instituições através dos tempos, além de algumas curiosidades, com as quais nos deparamos ao longo de nosso trabalho, é que propusemos uma reconstrução, um resgate mesmo, dos fatos históricos esperando que nossas autoridades aceitassem nossas posições e ponderações em torno da questão e se unissem e comungassem conosco desse esforço.

Infelizmente assim não entenderam, e todo o nosso esforço, foi interrompido, até que somente agora no ano de 2010, que a Fundação Cultural, acatando os nossos estudos e, ainda do historiador André Cabral, aquela proposição revolucionaria da história foi levada até nossa Câmara de Vereadores, quando então vimos coroada nossa proposição, isto em 29 de abril de 2010.

Não passam elas de simples afirmações evasivas e desconexas, são todas oriundas de profunda pesquisa e estudo além de serem embasadas no relato e conhecimento de grandes nomes e de importantes historiadores, como o Cônego Raimundo Trindade, Celso Falabella de Figueiredo Castro, Dr. José de Castro Azevedo, Dr. Paulo Roberto Medina, Padre Dr. José Vicente César, Professor Cláudio Heleno Machado, Professor Antonio Henrique Duarte Lacerda do Arquivo Público de Juiz de Fora, e agora André Cabral, dentre outros, todos amparados por rica bibliografia oriunda de arquivos, jornais e livros.

O importante é que não esmorecemos e, sempre esperamos, que nossas autoridades permanecessem solidárias à nossa proposta e pudessem endossá-las unindo esforços na tentativa de reconstrução e recuperação da história de nossa São João Nepomuceno

Para que nossos jovens, e crianças em particular pudessem ter em mãos um compêndio contendo um pouco de nossa história, para suas pesquisas, e conhecimento, e que nossos professores deste trabalho se utilizassem para seus estudos e informações profissionais, apresentamos no ano de 2003 no Jornal O SUL DA MATA, a primeira edição dessa historia tão rica.


E foi com este mesmo pensamento que abraçamos a ideia e que só agora entregamos a todos por este blog São João Nepomuceno (JAM NEPOMUCKY como o fruto de uma união de pensamentos e esforços.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

A AGUA E O ESGOTO EM SÃO JOÃO NEPOMUCENO

O Sistema de Saneamento : água e esgoto em São João Nepomuceno.
Por José Carlos Barroso

O Poder Público Municipal fez publicar importante revista sobre a cidade de São João Nepomuceno isso no ano de 1916, fonte histórica de pesquisa, escrita por Roberto Capri e editada por Pocai Weiss & Companhia de São Paulo sendo Agente Executivo (Prefeito) o Dr Péricles Vieira de Mendonça, Presidente da Câmara Municipal.
Entre tantas histórias importantes ele nos relata fato precioso sobre o inicio do saneamento na cidade.
Mas a historia é mais farta e recheada de fatos pitorescos e curiosidades o que nos faz embrenhar mais ainda por seus caminhos nos maravilhando com o estilo empreendedor dos homens da época, munícipes antecedentes que construíram nossa historia ao sabor da luta com finais de vitória. Vejamos então.
Quando São João Nepomuceno, era dirigido por Dr. Augusto Gloria Ferreira Alves, isso em 1909 visitou a cidade o Presidente de Minas Gerais (hoje Governador) Francisco Sales com sua comitiva, foi calorosamente recebido pelo povo são-joanense e em mensagem ao povo o Presidente dirigiu-se ao Agente Executivo Dr. Augusto Gloria e perguntou-lhe: Qual o serviço público mais urgente para a cidade? Imediatamente a resposta foi clara, lógica, decisiva e direta: O saneamento, ou seja água canalizada e rede esgoto.
Não havia outro serviço mais urgente a se empreender uma vez as condições sanitárias eram precaríssimas. Os dejetos humanos eram colocados em barris e transportados em carroções puxados a mulas e burros, durante a madrugada e depois jogados em córrego fora da cidade.
Não é de admirar que nessas circunstâncias fosse quase endêmica a ocorrência de enfermidades infecto contagiosas como as colibaciloses e tifoses e paratifoses agrupadas ao titulo de salmoneloses , ou as desinterias bacilar e amebiana, entre outras até mesmo a tuberculose que se apresentava em numero vultuoso.
Diante da resposta do Dr. Gloria o Presidente Francisco Sales assumiu de imediato o compromisso e, com efeito, não tardou a chegar a São João uma comissão para estudos dirigida pelos engenheiros Dr. Lourenço Baeta Neves e Prof. José Barcelos de Carvalho.
Findo o mandato de Francisco Sales seu sucessor Dr. Bueno Brandão, que havia incluído em seu plano de governo o saneamento nas sedes dos municípios mineiros, determinou a realização de estudos e pesquisas para determinação do manancial onde a água deveria ser captada, estudos esses realizados pelos Doutores e professores José Barbosa de Oliveira Flores (engenheiro chefe) e José Nogueira de Sá e Leopoldo Rodrigues Alves (engenheiros auxiliares) da Escola de Engenharia de Ouro Preto.
Ficou decidido que a capitação da água se fizesse no Córrego dos Medeiros na Serra do Descoberto, afluente do ribeirão do Grama que é tributário do Rio Novo.
Findo o mandato de Dr. Augusto Gloria assumiu o executivo o inolvidável são- joanense José Henriques Pereira Brandão, o Zeca Henriques que adquiriu pela Câmara Municipal por quinze contos de reis uma propriedade com noventa alqueires de mata, no então distrito de Descoberto, (escrituras originais parte do acervo da Fundação Cultural São João Nepomuceno) dentro da qual nasce e tem o seu maior curso o córrego dos Medeiros por escritura publica passada em 4 de dezembro de 1911. Estas terras ainda são de propriedade do município de São João Nepomuceno e guardam relíquias como o sistema de captação em caixas e a residência do fiscal da mata, que se tornou mais tarde a primeira reserva biológica do Estado de Minas Gerais. No período administrativo de 1912 a 1915 foram iniciadas e concluídas as obras sob a direção do engenheiro José Barbosa de Oliveira Flores dotando nossa cidade de um dos mais perfeitos serviços de água e esgotos do Estado de Minas Gerais semelhante na época ao da cidade de Santos em São Paulo e segundo historia oral aos moldes da cidade de Paris, a capital francesa.
Tecnicamente podemos descrever o tanque fluxível, como um reservatório subterrâneo de água destinados a fornecer descargas periódicas sob pressão dentro dos trechos de coletores sujeitos a sedimentação de material sólido, para prevenção contra obstruções por sedimentação progressiva, que coube ao engenheiro Francisco Rodrigues Saturnino de Brito, inventar o original. Saturnino que é patrono da Engenharia Sanitária no Brasil, pois foi o "primeiro engenheiro sanitarista do Brasil", com uma imensa obra publicada no Brasil e na Europa e inventor de diversos sistemas não patenteados (pois julgava-os, corretamente, um benefício para a humanidade e não como fonte de renda própria ) entre eles o " tanque fluxível tipo Saturnino de Brito" responsável pela elaboração do sistema na cidade de Santos.
Compreendia o sistema de captação de caixas de areia em numero de quatro para decantação da água captada com uma vazão na época de cerca de 18 litros por segundo ou seja arredondando-se os números tínhamos um milhão e quinhentos mil litros de água em vinte e quatro horas.
Todos os depósitos providos de comportas para descarga quando se fazia necessária sendo o segundo e o quarto deposito munidos de duas grades e ralo esférico que se era ligado à canalização.
A canalização tinha diâmetro de 175 milímetros numa extensão de 13.704 metros sendo 9.115 de tubos de aço envolvidos de mamadas impermeáveis de juta e asfalto intercalados nos trechos de ferro fundido e assentados nos intervalos em que a pressão estática excedia a quinze atmosferas.
A linha da adutora atravessava geografia acidentada entre vales sendo o mais profundo o do Rio Novo cujo thalweg se achava a 209 metros abaixo da represa.
Por esse motivo foram colocados em seu percurso 15 registros de descarga e 29 ventosas, das quais 14 com tubuluras de 60 milímetros assentadas sobre tês de aço ou ferro fundido, e 15 de formato menor, tubulura de 19 milímetros.
A diferença do nível entre a saída d’água da caixa de areia e a sua entrada no reservatório é de 124 metros donde se conclui ser de 9 milímetros aproximadamente a perda de carga por metro. Para evitarem- se os graves perigos que podiam provir da extraordinária pressão que sofria grande parte da canalização em carga estática, não assentaram um registro de parada em toda linha de adução. A maior pressão dinâmica que realmente experimenta e que tinha lugar nas proximidades da fazenda do Capitão José Ferreira Campos não excedia a 15 e meia atmosferas, quando nesse ponto e em outros pontos também baixos foram empregados tubos que resistem a 25 atmosferas.
O reservatório de distribuição é ainda o mesmo e está hoje sob o domínio da COPASA, no alto do bairro de São José. Foi construído dentro das normas de solidez e em um belo edifício que hoje se apresenta com algumas modificações. Sua capacidade era de 250.000 litros e a população não sofria como não sofreu falta de água embora o reservatório fosse constituído de uma só cuba, isso por causa de três registros de manobra que isolava o reservatório da linha da adutora e ainda da rede de distribuição com ligação direta.
A extensão da rede de distribuição era de sete quilômetros com uma linha tronco de ferro fundido de 125 milímetros e seus ramais de ferro galvanizado calibre 4,3,2 polegadas, possuindo também registros de parada necessários nos pontos de bifurcação e ainda 26 bocas de incêndio ou de irrigação.
Havia também três sub ramais de uma, uma e meia e duas polegadas com extensão de um quilometro por meio de chafarizes, para abastecerem os subúrbios da cidade que em 1916 ainda não eram providos de água e esgoto.
O sistema de esgotos na época estabelecido era denominado de “separador absoluto”, no qual os coletores recebiam os dejetos de proveniência humana, águas de uso doméstico etc..., sem nenhuma contribuição de águas pluviais.
O coletor geral tinha extensão total de 2.024 metros de diâmetro variando 0,30 mm a 0,15mm. Os coletores das ruas eram de 0,15 mm de diâmetro com uma extensão de 6.711 metros.
Os ramais domiciliares para as latrinas eram de 4 polegadas e se achavam completamente isolados de todos os outros coletores de águas servidas pelo sifão de caixa de gordura.
Existiam ainda em toda a rede de esgoto 109 poços de inspeção guardando entre si a distancia media de 66 metros e 23 aparelhos fluxíveis colocados nas cabeceiras dos esgotos. Consistiam os aparelhos de um grande balde que recebia por determinado tempo água e quando cheio, automaticamente viravam, jogando a água contida, na rede de esgotos e exercendo dupla e importantíssima função de lavá-los e areja-los.
Muitos canos e aparelhos descritos contidos nesta historia ainda podemos encontrar enterrados pelas ruas de nossa cidade. Recentemente em 2002 devido a um entupimento o povo são-joanense pode conhecer parte do sistema aqui implantado no período de 1912 a 1915, fato acontecido na rua Coronel José Dutra.
Sobre os aparelhos que executavam a função de lavagem e arejamento em diversos pontos da cidade o Município ainda guarda totalmente intactos esses aparelhos, como por exemplo, em frente à Prefeitura Municipal no cruzamento das ruas Getulio Vargas - Comendador Francisco Ferreira e Governador Valadares, na confluência das ruas Professor Gabriel Archanjo de Mendonça e Visconde do Rio Branco e confluência das ruas Duque de Caxias e barão de São João entre outras, havendo possibilidade de todos eles ainda estarem em perfeito estado e todos os vinte e três instalados ainda estarem nos seus lugares de origem uma vez não se tem conhecimento de sua retirada em nenhuma ocasião.
A Fundação Cultural São João Nepomuceno recentemente promoveu ampla divulgação do sistema aqui implantado, que seguiu os moldes do sistema implantado na cidade de Santos em São Paulo e, o Conselho do Patrimônio Cultural e Natural também fez incluir em ata o fato descrito, tendo ambos convidado a Universidade Federal de Juiz de Fora através do Setor de Arqueoastronomia e o MEA Museu de Arqueologia daquela instituição, que já realizou pesquisas arqueológicas no município tendo registrado três sítios arqueológicos, para conhecer a historia e verificar em “in loco” o que a historia nos relata em forma escrita e oral.
A Fundação diante dos estudos acabou encontrando uma valiosa caderneta datada de 1916, que pertencia ao engenheiro Leopoldo Alves. Escreveu Leopoldo Alves na primeira pagina de sua caderneta: Contem as ligações da rede de esgotos da cidade de São João Nepomuceno e ainda abaixo finaliza: Notas transcriptas em julho de 1916 por e assina Leopoldo Alves. A caderneta é uma verdadeira relíquia e foi inventariada em livro próprio da Fundação Cultural uma vez é prova cabal do sistema de esgotos descrito acima e em São João Nepomuceno implantado.
Com estas ações damos passos largos, rumo a preservação histórica de nossa cidade uma vez registrado foi o Sitio Arqueológico Histórico Augusto Gloria Um sitio histórico em plena rua, o primeiro em uma cidade pequena de Minas Gerais e talvez do Brasil, levando a todos o conhecimento de um sistema quem sabe completamente desconhecido para muitos, implantado em apenas duas cidades brasileiras.

O PREDIO DO FORUM - Hoje Escola Municipal Dr Augusto Gloria

Por Dr. José de Castro Azevedo e
adaptações de José Carlos Barroso


A construção do Edifício para abrigar o Fórum de São João Nepomuceno se deu no ano de 1985 e foi obra do eminente médico e homem público referencial como administrador publico e um dos mais importantes Senadores da Província que a historia conheceu o Dr. Carlos Alves, quando Agente Executivo tendo a Comarca naquele prédio funcionado até os anos 50.
O majestoso edifício ainda se encontra no largo da matriz (praça 13 de maio) abrigando hoje o Colégio Dr. Augusto Glória.
Além do prédio guardamos ainda como relíquias do município os lustres (uma linda peça com pingentes e toda em vidro) e quatro plafonniers (lustres menores) que são citados pelo saudoso Historiador, Professor e Magistrado Dr. José de castro Azevedo em artigos publicados em Voz de São João. Relíquias guardadas no novo edifício do Fórum à Praça dos Expedicionários ornamentando o salão de Júri. Outras relíquias da mesma época lá se encontram também, como os dois recipientes (urnas) utilizados para se sortear o corpo de jurados. Alias em 1916 procedeu-se uma reforma no edifício do Fórum, quando foram gastos 4:000$000, incluindo-se a aquisição do referido lustre e quatro plafonniers por 700$000.
A Comarca de São João Nepomuceno foi criada pela lei nº 11, de 13 de novembro de 1891 e instalada em 10 de março de 1892.
Abaixo o termo de “audiência especial para instalação da Comarca”
Aos dez de março de 1892, nesta cidade de São João Nepomuceno, no Fórum, presente o Dr. Antonio Raymundo Tavares Belfort Juiz de Direito desta Comarca, às doze horas do dia, pelo Juiz foi dito que estando designado por acto de 03 de março do corrente ano , a installação da Câmara de São João Nepomuceno, e havendo elle Juiz , prestado juramento e tomado posse na forma da lei em 27 do mês ultimo declarava installada a Comarca para todos os effeitos e assumia o cargo de Juiz de Direito para o qual fora nomeado por acto de 22 do referido mez de fevereiro. E como não houvesse ainda recebido o Snr. Dr. Promotor Publico da dita Comarca o seu respectivo titulo nomeava interinamente o Advogado Coelho Gomes a quem convidava para exercer previamente juramentado procedendo-se procedendo-se quanto a falta de Juiz substituto na forma legal. Oficie-se ao Sr. Dr. Juiz Municipal a instalação. Nada mais houve assignado. Eu Antonio Lopes dos Santos, Escrivão o escrevi. Tavares Belfort, José Coelho gs, Firmino José dos Santos, Eugenio de Freitas Malta livro 1, fls 1, Cart 1º Oficio.
Revela notar que a audiência supra já fora realizada no belo prédio que até bem poucos meses era o nosso Fórum, construído em 1888, com o produto de duas exposições e uma subscrição publica, não concorrendo o Estado com a mínima parcela para a obra.
A época da instalação nos idos de 1892, exercia o cargo de Juiz de Órfãos o dr. Washington Badaró advogando no Fórum local e o dr. Pe. Luiz Lopes Teixeira, dr. Tobias dos Santos Siqueira Tolendal, dr. Gregório, Major malta, dr. Ulisses de Carvalho Soares Brandão, Joaquim Manoel Ferreira, dr. Rodolfo Ferreira e o dr. Coelho Gomes.

A IGREJA DE TARUAÇU

Por Celso Falabela

Bem próximo à cidade de São João Nepomuceno esta localizado o distrito de Taruaçu, outrora Nossa Senhora das Dores de Monte Alegre e nos primórdios segundo Nelson Sena quando ali se estabeleceu o primeiro rancho de tropas, Rabicho.
No começo do século era motivo de referencia a Biblioteca Publica fundada a exemplo d “Laminense”, no Município de Lafaiete.
Os assentamentos mais antigos datam de 1836, com assinatura do Padre Antônio Pinheiro, sendo certo que o Curato entrou em exercício, com direito de Capela Curada, a 3 de agosto de 1859. Que a Capela, como Aplicação, existiu antes de 1825, parece não existir duvida, pois D. José Caetano da Silva Coutinho, Bispo do Rio de Janeiro, nas impressões deixadas acerca da visita feita a capela de São José do Paraíba, referiu-se “Ás Dores, não visitada por não ter agradado a recepção que lhe proporcionou o padre Paiva”.
A primeira referencia à Paróquia data de 1859(Termo de abertura do ano, assinado pelo padre Leitão). O padre Luis Lopes Teixeira, na abertura do livro de batizados de 1866, declarou que “criada a Freguesia, não recebeu instituição canônica do Bispo de Pedro Maria Lacerda”. A 11 de fevereiro de 1893 o padre Francisco Rizzotti, pela primeira vez, nos livros de registros, assinalou “Nossa Senhora de Dores de “ Taru-Assu.”
O patrimônio foi constituído de seis alqueires doados por Manoel Lopes de Oliveira e sua mulher, Maria Eugenia de Assunção, em 6 de maio de 1827.

O DISTRITO E A IGREJA

O Distrito de Itui e a Igreja:
Por Dona Orozelina Antunes

O Distrito de Itui que quer dizer “cachoeira pequena” tem sua instalação distrital em 1895 e era conhecido antigamente como São José da Cachoeira em razão da aprazível “Cachoeira do Tambor” situada no ribeirão de mesmo nome.
No distrito também esta localizada a conhecida Cachoeira da Fumaça, na localidade de Aracy que antes era conhecida como “Goiabal”.
O inicio do distrito data de um pequeno cemitério que os lavradores daquele tempo fizeram construir para poupar as despesas e as grandes viagens uma vez estavam longe da sede por ocasião dos enterros.
Alguns anos mais tarde, adquiriu a Fazenda da Poca o Capitão Francisco José da Silva Ferraz passando ali a residir.
O Capitão interessado no progresso do Distrito fez doação de um terreno para a construção de seu patrimônio e por sua iniciativa esforços e trabalho foi construída a Igreja de São Francisco.
Por unanimidade dos moradores ou por uma certa animosidade política que havia entre o partido dominante e alguns lavradores não foi lavrada a escritura que criava o distrito.
Com o falecimento do Capitão Ferraz seus herdeiros não se importaram com a doação e os terrenos foram vendidos embora estivessem passados a diversos possuidores.
As terras adquiridas pelos senhores José Pimentel de Medeiros e Antonio Martins que atenderam aos reclamos do povo e pedidos os senhores Capitão José Barbosa de Castro, José Eduardo Pereira, Olynto Lopes de Faria, Edgard Medina fizeram sessão sem qualquer indenização de uma parte desses terrenos para a constituição do patrimônio. A escritura foi logo lavrada entrando nela também uma nascente d’água cedida pelo senhor Telemasco Antunes de Siqueira para o abastecimento do lugar
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CORAL MUNICIPAL

Coro Municipal “Laureto Alves do Nascimento”

José Carlos Barroso

Esse grupo musical foi fundado em 01 de junho de 2000, como parte do processo de reestruturação e revitalização da cultura sãojoanense e com o propósito de oferecer a todos, momentos de harmonia, com o melhor do canto coral.
O Coro foi fundado por iniciativa da Fundação Cultural São João Nepomuceno, que supervisiona e coordena os trabalhos do mesmo e com total apoio da Prefeitura Municipal.
A direção artística e a regência do coro quando da fundação esteve a cargo do Maestro Adiel Xavier da Cunha se apresentando com cerca de trinta componentes, brindando os ouvintes, com canções tradicionais de nosso folclore, da boa música popular brasileira e internacional, não deixando de lado o clássico, o erudito e a bela música sacra.
O Coro Municipal recebeu o nome da figura impar do grande Maestro Laureto Alves do Nascimento por decisão unânime de seus componentes, em deferência ao grande músico, que sem alardes, como bom mineiro, executou um belíssimo trabalho musical se tornando com méritos, um dos maiores músicos da garbosa cidade das Minas Gerais.
A Prefeitura Municipal e a Fundação Cultural investiram no setor, apoiando e fazendo funcionar paralelamente, uma escola de canto coral para alunos da rede municipal de ensino, no sentido de fomentar o gosto e interesse pelo canto e laboratório para formação de novos integrantes do Coro Municipal.
As cores adotadas pelo Coro Municipal seguem as da bandeira de nosso Município em homenagem a essa querida terra.
O Coro Municipal “Laureto Alves do Nascimento” desde a sua fundação sempre se primou por oferecer a todos música de excelente qualidade, para eventos culturais, recepções, casamentos, formaturas, missas e cultos, afinal: “La musica é lo idioma de tutti i popoli”.
O projeto por razões de contenção de despesas sofre em 2002 solução de continuidade temporária, devendo em breve a Fundação Cultural retomar o projeto que sem duvida é de grande importância para o Municipio. Esperaremos com ansiedde o seu retorno.

A BANDA 16 DE MAIO

Grupo Musical “16 de Maio”

“Todo mineiro tem um trem de ferro apitando nas veias, uma montanha brilhando nos olhos e uma banda tocando nos ouvidos”

José Carlos Barroso

A corporação musical foi fundada em 1º de maio de 1950, tendo por ela passado importantes nomes da música sãojoanense, como os irmãos Arcanjo e Vicente Manzo, Laureto Alves do Nascimento e muitos outros maestros, compositores e dirigentes, que muito fizeram pela música e cultura de nossa terra.
Durante vários anos, as praças, as ruas, clubes e teatros foram palcos para esse grupo musical, que é história, que alcançou notoriedade em nosso país, conseguindo se apresentar na antiga Rádio Nacional do Rio de Janeiro, numa época em que a renomada emissora foi celeiro de respeitáveis artistas, grandes músicos e responsável pelo sucesso e glória de muitos destaques da música brasileira.
O sucesso da apresentação foi tamanho, que chegaram a alcançar outro grande feito para a época, ou seja a gravação de um Long Play (LP), contendo hinos dos clubes da cidade e peças em homenagens a pessoas, como também a músicos importantes de São João Nepomuceno (exemplar acervo da Fundação).
Depois de vários anos de sucesso sofreu e amargou por alguns anos uma paralisação, que foi sentida não só pelo meio musical São-Joanense, como também por toda comunidade, fato só reparado por ação da Fundação Cultural São João Nepomuceno, através de projetos de resgate e revitalização da cultura no Município.
No dia 16 de julho de 1999 em reunião solene, nos salões da Câmara Municipal e sobre os olhares e a saudade de antigos músicos e dirigentes aconteceu a tão esperada reativação do Grupo. Sob aplausos e lágrimas de muitos, pudemos ouvir novamente os sons do grupo musical que tantas alegrias viveu e fez viver.
No dia 21 de setembro de 1999 fez sua primeira apresentação pública marcando sua volta e a reinauguração do Centro Cultural “Gabriel Procópio Loures”, numa noite monumental e inesquecível.
O grupo musical agora com uma composição de vinte e cinco músicos, marcou sua volta, tendo como Presidente o Sr. José Carlos Inácio e como Maestro e Ensaiador o Sr. Adiel Xavier da Cunha. O grupo sob a coordenação e supervisão da Fundação Cultural São João Nepomuceno, presidida pelo Prefeito Célio Filgueiras Ferraz e administrada pelo Superintendente José Carlos Henriques Barroso, se apresentou por diversas cidades em encontros de bandas e foi um dos responsáveis pela abertura do primeiro encontro de bandas realizado em São João Nepomuceno no ano de 2000.
Paralelamente foi criada também uma escola musical e a Fundação Cultural apoiou também visando o aprendizado, aperfeiçoamento e renovação do Grupo.
A Prefeitura Municipal providenciou o restauro de cerca de quinze instrumentos musicais, peças preciosas de grande valor histórico. Um trabalho digno de elogios e que faz parte do projeto de revitalização da cultura iniciado com a criação da Fundação Cultural.
As cores da corporação musical são: a azul e branca, seguindo as cores do Município de São João Nepomuceno e tendo como distintivo uma lira dourada.
O repertório sempre diversificado retrata fielmente as bandas das cidades do interior de Minas, guardando como todas, suas preciosas características.
No ano de 2002, por contenção de despesas, a Fundação Cultural paralisou temporariamente o projeto iniciado devendo em breve retomá-lo. Aguardaremos o seu reinicio, com grande expectativa.

LEI QUE INSTITUI A BANDEIRA DO MUNICIPIO DE SÃO JOÃO NEPOMUCENO


Lei nº 393
Institui a Bandeira do Município de São João Nepomuceno

A Câmara Municipal de São João Nepomuceno, decreta e eu sanciono a seguinte lei:

Art.1º - Fica instituída a Bandeira do Município de São João Nepomuceno.

Art.2º - Esta Bandeira será esquartelada de azul, formando os quartéis figuras geométricas retangulares, constituídas por quatro faixas brancas carregadas de sobre faixas, que partem de um losango central onde é aplicado o brasão e dispostas duas a duas no sentido horizontal e vertical em forma de cruz.

Art.3º - A Bandeira do Município de São João Nepomuceno, a exemplo da Bandeira Nacional está executada em um dos seguintes tipos nos quais considere como largura de pano o padrão normal de 0,45 centímetros.
Tipo 1 - um pano de largura
Tipo 2 - dois panos de largura
Tipo 3 - três panos de largura
Tipo 4 - quatro panos de largura
Tipo 5 - cinco panos de largura

Tipo 6 - seis panos de largura
Tipo 7 - sete panos de largura
Tipo 8 - oito panos de largura

Parágrafo único : Os tipos enumerados são os normais
Poderão ser fabricados tipos extraordinários, de dimensões maiores, menores ou intermediárias, conforme o exigirem as dimensões de uso, mantidas entretanto as devidas proporções.

Art.4º - A confecção da bandeira do Município de São João Nepomuceno, obedecerá as seguintes regras:

I. Para calculo das dimensões, tomar-se-á por base a largura desejada, dividindo-se esta em sete partes iguais.
II. O comprimento será 10(dez) módulos (10m).

Art.5º - A confecção de bandeiras municipais só poderá ser feita com ordem expressa do Governo Municipal, ou com autorização especial, quando a confecção é feita por conta de terceiros.

Art.6º - Para atender as despesas com a aquisição das bandeiras ou as despesas com a sua confecção, fica o poder executivo autorizado a abrir o necessário credito especial.

Art.7º - Revogadas as disposições em contrario, entrará a presente lei em vigor na data de sua publicação.

Mando, portanto a todas as autoridades a quem o cumprimento e execução desta lei pertencerem, que a cumpram e façam cumprir tão inteiramente como nela se contem.

Dado e passado nesta cidade de São João Nepomuceno, aos 10 (dez) dias do mês de julho de 1967.

Mauro Elpídio Nogueira
Prefeito Municipal

CAPELINHA DE SANTO ANTONIO 1925

CAPELINHA DE SANTO ANTONIO 1925

CAPELINHA DE SANTO ANTONIO

CAPELINHA DE SANTO ANTONIO

NOSSAS MONTANHAS

NOSSAS MONTANHAS
UAI! SÃO AS MONTANHAS DE MINAS

TURMA DA 8ª SÉRIE DA E.M.CORONEL JOSÉ BRAZ

TURMA DA 8ª SÉRIE DA E.M.CORONEL JOSÉ BRAZ

SEM PALAVRAS!

SEM PALAVRAS!

A FABRICA DE TECIDOS

A FABRICA DE TECIDOS
FUNDADA EM 1895

ESCOLA CENTENÁRIA

ESCOLA CENTENÁRIA
ESCOLA MUNICIPAL CORONEL JOSÉ BRAZ

FANFARRA DO INSTITUTO BARROSO

FANFARRA DO INSTITUTO BARROSO
EM SEU INICIO

VISTA PARCIAL

VISTA PARCIAL
vista da matriz -São João a noite

A PREFEITURA HOJE

A PREFEITURA HOJE

O SOBRADO DE DONA PRUDENCIANA

O SOBRADO DE DONA PRUDENCIANA
O que restou da historia? UMA FOTO!!!